Os Caras

Gilberto Alvares nasceu no sítio Alegre, município de Umari-CE, em 8 de outubro de 1958. Parido no mais brabo da caatinga tinha tudo pra dependurar um zabumba no pescoço e sair a correr mundo, saltimbanco folclórico, a debulhar xotes e côcos. Optou por somar a aridez dos tabuleiros sertanejos a agressividade da guitarra hard. É o band leader, responsável pela maioria das composições do repertório. Atualmente se diz eclético em relação ao mundo o que inclui, claro, a música. Parte do tempo dedica ao universo esotérico que esmiúça em busca dos segredos da Existência sendo membro ativo da Ordem Rosa Cruz, Ordem Martinista e Loja Maçônica Grande Oriente do Brasil. É artista plástico e desenhista técnico de onde tira a grana para comprar as cordas da guitarra, a birita e se sobrar, pagar o aluguel. Detesta convenções e, com maior intensidade, os “posers” da vida. Sua experiência em festivais de música é extremamente vasta. Vencedor em diversos certames, tem suas músicas na ponta da língua do seu público que oscila dentro da faixa etária de 6 meses aos 60 anos. Toca gaita de boca, teclado, violão e cavaquinho. No palco, na maior parte do tempo, brande uma Guitarra Giannini Trilogy (dos velhos e bons tempos) com ponte floyd rose e captadores Hambuker. Seu set de efeitos é todo análogico, marca Oliver, contendo 8 pedais (phaser, flanger, delay, chorus, superoverdrive, heavy metal, compressor e equalizador). O superoverdrive e o heavymetal compõem a estação central do set. O heavy a cada dia que passa fica mais escanteado. Ele diz que não tem mais idade pra "certas zuadas"...


Elinaldo “Naldinho” Braga, baixista e membro fundador da banda junto à Gilberto Álvares. Começou tocando ganzá até que assumiu o contrabaixo já que, segundo ele, as semelhanças entre os dois instrumentos são evidentes. Nascido em Cajazeiras – PB, em 10 de setembro de 1963, Naldinho é professor universitário (Universidade Federal de Campina Grande – Centro de Formação de Professores/Cajazeiras). Sua formação se concentra na área de Língua Inglesa. Participa ainda de outras bandas, onde explora sonoridades mais regionais no melhor estilo raiz, sem se desvincular de outras tendências musicais (Grupo Tocaia). É coordenador do Núcleo de Cultura – NEC, instituição ligada à UFCG com relevantes serviços prestados no campo do resgate da cultura e valores populares nordestinos. Participou ainda do Grupo Terra de Teatro um dos mais atuantes no universo da arte cênica paraibana. Compõe ainda a banda de apoio ao CUCA – Coral Universitário de Cajazeiras. Suas influências musicais vão desde Pink Floyd a Jackson do Pandeiro. Utiliza um contrabaixo Ibanez com captação ativa acoplado a um equalizador Oliver (ele nunca decora a referência) que vive desligado. É que Naldinho morre de preguiça de configurá-lo...


Paccelli Gurgel. Norte-Riograndense, nasceu na cidade de Mossoró, em 1º de janeiro de 1964. Capricorniano até o tutano, se define como um grandessíssimo chato de galochas. Odeia hermetismos conclusivos do tipo “eu só gosto de...”. Acredita que existem somente dois tipos de música: a boa e a ruim. A partir daí ouve de tudo e tenta tocar de tudo. Para ele o mundo é uma aldeia pequena onde as sonoridades se misturam nas esquinas. Não esconde sua simpatia pela Word Music. Estudou flauta, trumpete, contrabaixo, violão e finalmente, volúvel como ele só, parou na guitarra elétrica. Já tocou em roda de samba, bandas regionais ao estilo Quinteto Violado, em clubes bossa nova, até que finalmente abraçou o rock’n’roll. Acredita ardentemente que o rock, o jazz e a música erudita são os únicos nichos sonoros de universalidade incontestável. É professor universitário lecionando no curso de História do Centro de Formação de Professores, campus da Universidade Federal de Campina Grande em Cajazeiras. Pós-Graduado em Arqueologia Pré-Histórica é também tarado por literatura, gastando maior parte das horas do dia debruçado sobre um livro... Nestes momentos é bom chegar perto de mansinho: ele morde. Foi colunista (dizem que vai voltar) no semanário Gazeta do Alto Piranhas e maníaco por computadores. Suas guitarras, ambas Tagimas: uma T-Zero e uma Stratocaster T-637 (a menina dos seus olhos e ouvidos), acopladas a um set composto por um pedal de expressão Roland EV-5, pedaleira Boss ME – 8 com um S3 Fortes (clone GT 2) acoplado no loop. De teimoso pôs um equalizador Oliver GE - 70 no fim do set que utiliza como booster. Usa um amplificador Meteoro RX 100 no fim da linha.

João Neto. Caçula e ainda por estrear junto aos "dinossauros". O João pintava nos ensaios da banda e ficava por ali, só "cubando" o baterista da vez. Quando a turma dava uma pausa nos trabalhos, o "abelhudo" corria pra batera e mandava ver os pauzinhos nos tambores. Em um dia mágico, por ocasião da formação do Arlequim Rock'n'Roll Band, o João senta-se à bateria, desta vez como titular da nova banda. O Gilberto e o Paccelli, vendo o talento do moço já o escalaram pra assumir a bateria do Apocalipse. O rapaz estudou canto no Coral Universitário de Cajazeiras fazendo parte do mesmo na qualidade de tenor. Estuda ainda violão e - como já foi dito - é um dos "Arlequins". Como o mundo dá voltas e voltas....
página pessoal: www.flogao.com.br/joaonetobatera

1 Comments:

At 2:19 PM, Blogger Aquilis said...

Um nuca soube que esse cara aí era baterista da banda...

 

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