Letras

















Título do CD: "A Trágica Lógica do Absurdo"

Gravado, mixado e masterizado em 2003 nos estúdios
Peixe-Boi (João Pessoa-PB)
Produção: Conspiração Apocalipse
Capa e Ilustrações: Gilberto Álvares
edição de arte visual: JG Design

Letras:


A Trágica Lógica do Absurdo

(Gilberto Álvares)

Eu estou naquela silhueta curvada sobre o lixo
Vivendo no oscilante divisor entre a loucura e a razão
Colecionando mágoas, atirando farpas ao vento
O desafeto, o feto escoiceando a barriga da mãe

A mente suicida que enxerga no fim
Apenas o desfecho de um drama vulgar
Pois a vida é a história do morte
Contada do início
Num vídeo tape chato com requintes de horror
Onde todo mundo é vilão e morre no final

O Som que é ruído para os seus ouvidos
Tudo o que você pensou e mais
Eu sou
Eu sou rock'n'roll, eu sou rock'n'roll
Eu sou rock'n'roll, Eu sou rock'n'roll

Eu sou o riso de escárnio, baby
A lágrima de ódio sufocada na dor
O Judas traído, o traidor do seu credo
O verme que remexe e incomoda e podridão de vocês

A puta apaixonada por aquilo que faz
Tudo o que você pensou e mais
Eu sou
Eu sou rock'n'roll, eu sou rock'n'roll
Eu sou rock'n'roll, Eu sou rock'n'roll

A trágica lógica do absurdo eu sou

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Chacais
dedicada aos cretinos da Inquisição e suas fogueiras

(Gilberto Álvares)

Puristas impuros
Chacais de plantão
Sujos.... Aqui pra vocês

Durante séculos por trás dos capuzes
Em nome Dele vocês blasfemaram
Agiram como vendilhões do templo
Vocês mataram e até perdoaram

Me faz mal ... Tanta estupidez
Mês faz mal...Tanta mesquinhez
Me faz mal .... O cheiro de vocês
Chacais de plantão ... êia...êia...êia

Quem são vocês para atirarem pedras
O que os leva a se acharem limpos
Saboreando vitórias macabras
Na escuridão dos seus baixos instintos

Me faz mal ... Tanta estupidez
Mês faz mal...Tanta mesquinhez
Chacais.... Eu odeio vocês
Vermes de plantão ... êia...êia...êia

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Escória dos Deuses

(Gilberto Álvares)


Nesse maluco picadeiro circense
Somos os palhaços
Chorando e rindo dos nossos narizes
Disfarçando a dor

As nossas máscaras
São parte de um jogo
De papéis sutis
Maquiavélica farsa real
Rolo compressor

Somos fantoches
Estúpidos boçais
"To be or not to be, it's the question"
E o drama dos mortais

Ninguém é o que pensa ser
Ninguém é livre pra pensar
Ninguém é livre pra agir

Somos esbirros das funções
Meros cativos das paixões
Escória dos deuses, bundões
Imbecis, marionetes das ilusões
Escravos de clichês
Escravos de clichês
Escravos de clichês

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Espinhos Rosas

(Gilberto Álvares)


Eu quero é mais que o mundo se dane
Ninguém se engane a vida é assim
Tudo gira além dos nossos desejos
Num carrossel sem princípio nem fim
A solidão é privilégio dos deuses
Fique juntinho de mim

A existência é uma prova de fogo
E nesse jogo é necessário sorrir
Caminhar entre anjos e demônios
Viver o sonho sem pensar no porvir
Vivenciar o grande enigma que somos
Sem tentar definir

A vida é o fruto que a gente imagina
Acre, as vezes doce, mas sempre fascina
Eu sei como ferem os espinhos mas as rosas são belas
Nunca negue sua janela ao brilho do sol
Cada amanhecer nos acena com promesas do novo
Tudo está em tudo e contudo o caminho é um só

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(deu no jornal: meninos de rua são expulsos de um
esgoto subterrâneo onde se abrigavam do frio.)

Filhos do Caos

(Gilberto Álvares)

Na guerra da vida somos mercenários
Farrapos sem soldo e sem pão
Vermes suplicantes aos rés do chão
A lama que se fez do pó

Guerreiros do nada em vãos desafios
Dias a fio de dor
Somos a vida ferida de morte
A Legião dos miseráveis
FILHOS DO CAOS

Restos dos bacanais
Migalhas sobras dos animais
É o nosso rango no lixão
Esgotos são nossos leitos
Somos dejetos eleitos
A merda viva da nação
ÊH... FILHOS DO CAOS

Cristos vis, indigentes
Olho por olho, dente por dente
É nossa lei, é nossa luz
O ódio de cada dia
É o nosso ópio, é o nosso guia
É nossa espada, é nossa cruz
ÊH... FILHOS DOS CAOS

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Bye Mister Flying
(dedicada a um grande amigo,
ex-membro da banda...

Um maluco beleza da vida,

morto prematuramente... Kiko)
(Gilberto Álvares)

Um saltimbanco um Zé Ninguém
Um alquimista, um louco zen
Uma história de dor
De páginas marginais
Cortantes como punhais
Abrindo as veias dos mortais



Singrando mares de ilusões
Voando em nuvens de mil tons
Surfe ao pôr-do-sol
Um "quê" de pierrot
Sorvendo na avenida
O carnaval da vida
Sem pudor

A sua alma de ave vadia
Tantos vezes voou
Num indo e vindo
buscando o vazio
Você se ligou

Agora chega de loucas viagens
Você quer parar
Ao seu redor através da neblina
Ainda tenta enxergar
Choras, criança, diante do espelho
Mas teu olhar te trai
Pois é preciso fugir de ti mesmo
Uma nova aventura te atrai
N'algum lugar onde a dor não exista
Onde terás a paz
Que sempre buscou

E você vai...
Bye Mister Flying
Bye Mister Flying


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Modus Vivendi

(Gilberto Álvares/Kleber)

Você nunca vai sacar
Porque eu sou sempre assim
Baby, não interessa é que eu já estou de saída
Minha trilha é comprida e leva a lugar nenhum
Não estou fugindo da raia
Apenas curtindo a vida

Sou a própria rebeldia
O grito primal
Ser racional é ser piegas
Na Espiral de sujeiras
Rio de todas as máscaras
Modeladas no lodo
No lamaçal dos padrões
Deste montão de besteiras

O meu modus vivendi
É fruto da inquietude
Na verdade eu sou o efeito
Colateral da receita

Sou todo adrenalina
Sou puro rock'n'roll

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O Meu Lugar ao Sol

(Gilberto Álvares)

Eu não quero o teu carro
Eu não quero a tua grana
Eu quero o meu
O meu lugar ao sol

Não vim aqui
Pra ser só figurante do enredo
Há muito perdi o medo
De poder dizer "não"

É que eu não quero um Deus
Só pra me julgar
Quero algo real
Como os demônios daqui

Eu não quero viver
Entre o perdão e o pecado
Tão-pouco ser vitimado
Por qualquer proteção

Eu renego a paz
Da inércia conformista
Me tirem da lista da Ressurreição
Eu quero algo mais
Que esperar em vão
Eu o quero o meu na mão...aqui

O que é a pátria
O que é democracia
O que é liberdade
Pra pança vazia

Eu quero algo mais
Que esperar em vão
Eu quero o meu na mão

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Saga Insana

(Gilberto Álvares)

O ar saturado de fumaça e pó
Nuvens de fuligem vê-se a olho nu
O mar já não guarda farta vida e mistérios
Sob as negras manchas que lhe roubam o azul
Espécies extintas outras que agonizam
Natureza morta sob a visão torta da ganância vil

A fome impera em todo recanto
O fascínio bélico em qualquer nação
Junte-se a isto o fato de termos
A sorte do mundo presa a um botão
E mais....

Arsenais atômicos, letais argumentos
Superando o verbo em nome da paz
Sinais evidentes de que a raça humana
Mórbida e insana, vive dias finais

O apocalipse paira sobre nós
Nenhum deus por perto estamos sós
Mesquinhos seres a cumprir o rito
O veredicto quem viver verá... verá



Não há mais tempo pra retroceder

a contagem regressiva já está no ar
Tiranos e servos, algozes e vitimas
No mesmo barco, no mesmo lugar



O apocalipse paira sobre nós
Nenhum deus por perto estamos sós
Mesquinhos seres a cumprir o rito
O veredicto quem viver verá... verá

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(de coração, ao filho da puta do George Bush e a
malta de bandidos que pulula nos corredores da Casa Branca)

Yank Vision

(Gilberto Álvares/Kleber/Naldinho)

Bombas inteligentes, governantes senis
Militares covardes, matança de civis
Crianças soterradas, mutiladas exangues
Ao vivo e a cores, mais um banho de sangue
Via satélite, reality show em alto e bom som

Criamos doutrinas, gastamos milhões
Enxotamos mendigos dos nossos portões
Nos trancamos por dentro, nos borramos de medo
Duraremos bem mais, morreremos mais cedo
Gargalhamos explodindo foguetes de mil megatons

Ditamos as regras criamos conflitos
Temos coca-cola, somos mais bonitos
Somos super-heróis, nós somos o bem
A verdade é nossa e de mais ninguém
Nos somos os juizes do mundo, somos o Tio Sam


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Meu Mundo

(Gilberto Álvares)

Se me roubam as ilusões
Logo encontro um sonho a mais
Na minha mente paranóica eu pinto
Um mundo novo só pra mim

Mas e daí? Eu fujo da solidão
De quem reclamaria, eu morreria só
Louco que sou encontro mil razões
Pra me aporrinhar com tudo ao meu redor

Será que eu sou louco por chorar assim
As dores do mundo atraio todas, enfim
Será que em algum lugar alguém chora por mim?
Será...

Choro pelas utopias desfeitas
A dor invisível dos poetas
A solidão que a lucidez nos traz
O kharma fatal cumprindo metas
Na sorte selada dos mortais

Será que eu sou louco por chorar assim
As dores do mundo atraio todas, enfim
Será que em algum lugar alguém chora por mim?
Será...


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Utopia

(Gilberto Álvares)

Que aflore em mim
Meu lado oculto, sem medo dos riscos
Sem receios

Que venham a mim
Os devaneios proibidos dos loucos varridos
Cuspidos em sons

Que eu não me cale
Perante o riso espúrio dos párias
Entediados

De olhos vidrados
Narcotizados pela ignorância imersos no ócio
Crucificados

Que eu não fraqueje
Me chamem herege mas prefiro crer
No amor

Pois até a dor
Bem pode ser a negação do fim, enquanto restar o sonho
O sonho...

Que do meu tédio
Brotem demônios
A me inspirar formas de tentações
Eu quero o grito, o acorde maldito
Fluindo denso em indigestas porções

Pois sou um cão
Eu sou um cão vadio
Ladrando insone, reclamando do frio

Eu sou assim
Eu sou assim...Êh

Porque ainda não me rendi
Porque ainda não me vendi
Porque ainda não abri mão
Do sonho... Do sonho

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Vem de Leve

(Gilberto Álvares)

Dos meus devaneios extraio canções
Rebentos sem nexo pra fugir da razão
Me deixo embalar no colo da ilusão
E a insanidade me vem como uma benção
Vem de leve, Baby
Vem de leve
Vem de leve, baby
E me leve

Vivo em viagens
Vívidos corpos
Atormentando o descaso
Do pouco caso que fazem de mim

Vivo paisagens, paradas vontades
Alienando o compasso
Do meu passo desconcertante

Vem de leve
Não precisa me acompanhar
Basta achar qualquer coisa no mar
Uma miragem, talvez um sonho
Recortado no ar

Vem de leve
Assim como a noite a me infernizar
Assim como você a me fantasiar
Sutil como a morte a me cortejar

Vem de leve, Baby
Vem de leve
Vem de leve, Baby
E me leve







1 Comments:

At 9:51 PM, Blogger gisele said...

Mais que perfeitas!! Será que não dava pra colocar mais algumas não??
Abraços!

 

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