Praça do Rock

ATENÇÃO MOÇADA
APOCALIPSE NA PRAÇA DO ROCK 2007

A banda se reuniu nesta manhâ (sexta, 29 de dezembro de 2006) e foi decidida sua participação no Carnaval 2007 - Praça do Rock

O Dinossauro Acordou

.

As novas e velhas da primeira banda de hard rock do Sertão...

Agora em formato de blog, o espaço virtual do Apocalipse. Sem links pra clicar, tá tudo aqui mesmo: biografia, imagens, letras e histórico. É só usar a "barra de rolagem", aí do lado... A vantagem? É que agora você pode deixar aqui sua marca. Deixa de preguiça e posta um comentário, nem que seja esculachando a gente... Mas fala baixo que o "animal" está dormindo.
Grande e Apocalíptico Abraç
o ao Mundo e ao Sub-Mundo.

"Quando Theseus pôs as mãos na besta adormecida,

esta despertou e, com um rugido,

agarrou-o num abraço mortal..."
(da mitologia grega)

Onde, Como e Quando...

Foi em 1989. No ar, os últimos fôlegos do que foi um período de extrema inquietude no panorama pop-rock nacional. A década de 80 nos deu Barão Vermelho, Capital Inicial, Ira, e Titãs, só pra falar de alguns. Tudo bem. Nada comparável à década de 70. Seria impossível igualar aquele caldeirão sonoro. Numa parada onde se encontram Novos Baianos, Casa das Máquinas e Tutti Frutti é sacanagem pensar em concorrência. Mas o fato é que, do seu modo, os caras de 80 chegaram e deram seu recado. E berraram tão alto que seu grito ecoou nos tímpanos de uma garotada enfiada neste Alto Sertão Paraibano. Não era bem uma banda. Parecia mais um bando desordenado de fãs desesperados para repetir a dose proposta por seus ídolos, mas sem sair de casa. O negócio era fazer barulho. E valia tudo. A regra era se virar com o que se tinha à mão. Violão era “fichinha”. Se achava em qualquer esquina. Então alguém apareceu com um teclado. O resto ia de regional mesmo: chocalhos, ganzás e tambores. Mas o melhor mesmo é dar nome aos bois. Vamos a eles: Elinaldo “Naldinho” Braga, Gilberto Álvares, Junior Terra, Elizomar Filho, Ítalo, Jonhson e Eugênio “Batera” Nóbrega.

Era um inferno. O Zeppellin era cultuado ao lado de Raul. Os Beatles mereciam uma vela todos os dias. Os Rolling Stones ainda eram “satisfaction” na época. Tudo na base do “pega o que fizer zuada e bate”.

Mas banda que é banda tem de ter um nome. E alguém saiu com “Páginas Amarelas”. Levando em consideração o número de componentes, o nome era mais que apropriado: dava pra fazer uma lista telefônica. E como Páginas Amarelas os meninos participaram do seu primeiro festival da canção defendendo a primeira do que seria uma longa e profícua série de composições de Gilberto Álvares. Aqui, o orgulho de compor e apresentar um trabalho próprio começa a atentar o grupo. Os covers se tornam mais escassos. E aí a tragédia. Alguém chega esbaforido com a notícia: leu em algum lugar algo sobre uma banda de nome “Páginas Amarelas”. Todo mundo amarelou... Ora, nossa “Páginas Amarelas” não podia ser. Nessa época o grupo era conhecido apenas a nível de quarteirão e muito mais pelo barulho que fazia nos ensaios. O fato é que já existia uma banda de nome Páginas Amarelas no cenário nacional. Crise. Parte dos componentes se propõe iniciar um retiro eterno no Tibet... A outra parte, mais radical, propõe um suicídio coletivo de protesto... Ainda bem que era só frescurinha cênica. De estalo veio a solução para o problema: nada de viagens alucinantes ou de harakiris desesperados. Era mais fácil, barato e menos doloroso mudar o nome da banda. A turma do harakiri sugere “Plasma”. Eis o novo nome do “bicho”.

A formação é quase a mesma do Páginas Amarelas. Falando em formação, se você chegou até aqui e pretende continuar a ler é bom se munir de papel e lápis pra poder acompanhar as formações da banda. É um entra e sai danado o que leva a se pensar que quase toda a população da cidade passou por aqui um dia... O que é muito bom, diga-se de passagem.

Formação do Plasma: Eugênio “Batera” Nóbrega, Gilberto Álvares, Elizomar Filho, Elinaldo “Naldinho” Braga, Kleber e Rocha “Rochedo”. Posteriormente sai Elizomar Filho e Kleber. Entra o Kiko.

Por essa época a coisa se sofisticava. Já se sabia, por exemplo, que contrabaixo tinha quatro cordas e que uma guitarra não era um violão com anorexia ligado a uma tomada. É por estes tempos que o desenho básico da banda começa a se definir. Naldinho larga o ganzá (para o mais profundo desespero de um ardoroso público) e assume o contrabaixo que, antes, ficava com o Gilberto. O Gilberto, por seu tempo, corre pra guitarra encetando um intenso “affaire”que perdura até hoje.

Por volta de 1992 entra em cena a “caveira”. A banda assume sua simbologia (o crânio estilizado) e o novo nome: Apocalipse. É a fase clássica. A formação é: Gilberto Álvares (guitarra), Elinaldo “Naldinho” Braga (contrabaixo), Fabiano (bateria), Yonnas (guitarra), Rocha “Rochedo” (voz).

Com este perfil a banda participa de diversos festivais, rodando a Paraíba e circunvizinhanças em shows impagáveis por suas “presepadas”. Se tivéssemos espaço pra contar tudo... É uma fase extremamente criativa. Todo o repertório é próprio. Os covers são definitivamente banidos. Somente quando em vez a banda fazia a caridade de tocar algo de fora.

Esta fase ainda assiste a rápida passagem de Humberto Júnior e Faísca pela banda. E para não faltar à regra de extrema circulação de nomes (as mudanças dos vocalistas do Black Sabbath não chegam nem perto), cai fora o Yonnas e o Rocha “Rochedo”. O Apocalipse torna-se um “power trio”. Guitarra, baixo e bateria. Pela ordem: Gilberto, Naldinho e Fabiano. E é com essa formação que se grava, em 2003, o primeiro CD. “A Trágica Lógica do Absurdo“ tem um sentido histórico. A despeito da existência de títulos bem mais recentes no repertório, a banda opta por registrar a fase inicial e grava antigas composições, atualizando algumas letras. O estilo é mantido: heavy metal tradicional. Foi assim desde a adoção do nome Apocalipse. E por falar em nome, no momento de registrar o Cd veio a outra bomba : Já existia uma banda (ou melhor, duas) com o nome Apocalipse. Exige-se mudança, diz a lei. Tudo bem. Os meninos metem um “Conspiração” antes do “Apocalipse’ só por “agá”... Fica “Conspiração Apocalipse”... Oficialmente, pois os fãs (e creia-me, irreverência a parte, são numerosos) não abrem mão do velho e doce Apocalipse... sozinho... sem nada antes ou depois...

O fato é que logo após a gravação do Cd, a banda mais uma nova formação. (affff...) Com a saída de Fabiano, assume a bateria Diego “Faísca” Júnior. Não confundir com o Faísca anterior. Esse é outro. É que nestes sertões de Meu Deus temos um estoque ilimitado de “Faíscas”. No mesmo momento chega ao grupo Paccelli Gurgel (guitarra). Das antigas, permanece Gilberto e Naldinho. Esta formação marca uma nova fase tímbrica e de estilo da banda. Ao hard rock tradicional, marcado pela predominância das distorções a partir dos overdrives, soma-se uma sonoridade mais universal, tendendo ao progressivo e a world music. Por fim, o Faisca deixa a banda no Carnaval de 2005. A banda permanece sem baterista até 2007 quando o João Neto é convidado. Estudando o repertório no momento, o João ainda não debutou no Apocal. Hibernando, a banda especula sobre novos rumos. Novas viagens se definem... Mas conspira-se ainda no melhor estilo apocalíptico: adrenalina e rock’n’roll continuam a ser a tônica, para alegria e êxtase dos inquietos e inconformados... Longa Vida ao Apocalipse!

Os Caras

Gilberto Alvares nasceu no sítio Alegre, município de Umari-CE, em 8 de outubro de 1958. Parido no mais brabo da caatinga tinha tudo pra dependurar um zabumba no pescoço e sair a correr mundo, saltimbanco folclórico, a debulhar xotes e côcos. Optou por somar a aridez dos tabuleiros sertanejos a agressividade da guitarra hard. É o band leader, responsável pela maioria das composições do repertório. Atualmente se diz eclético em relação ao mundo o que inclui, claro, a música. Parte do tempo dedica ao universo esotérico que esmiúça em busca dos segredos da Existência sendo membro ativo da Ordem Rosa Cruz, Ordem Martinista e Loja Maçônica Grande Oriente do Brasil. É artista plástico e desenhista técnico de onde tira a grana para comprar as cordas da guitarra, a birita e se sobrar, pagar o aluguel. Detesta convenções e, com maior intensidade, os “posers” da vida. Sua experiência em festivais de música é extremamente vasta. Vencedor em diversos certames, tem suas músicas na ponta da língua do seu público que oscila dentro da faixa etária de 6 meses aos 60 anos. Toca gaita de boca, teclado, violão e cavaquinho. No palco, na maior parte do tempo, brande uma Guitarra Giannini Trilogy (dos velhos e bons tempos) com ponte floyd rose e captadores Hambuker. Seu set de efeitos é todo análogico, marca Oliver, contendo 8 pedais (phaser, flanger, delay, chorus, superoverdrive, heavy metal, compressor e equalizador). O superoverdrive e o heavymetal compõem a estação central do set. O heavy a cada dia que passa fica mais escanteado. Ele diz que não tem mais idade pra "certas zuadas"...


Elinaldo “Naldinho” Braga, baixista e membro fundador da banda junto à Gilberto Álvares. Começou tocando ganzá até que assumiu o contrabaixo já que, segundo ele, as semelhanças entre os dois instrumentos são evidentes. Nascido em Cajazeiras – PB, em 10 de setembro de 1963, Naldinho é professor universitário (Universidade Federal de Campina Grande – Centro de Formação de Professores/Cajazeiras). Sua formação se concentra na área de Língua Inglesa. Participa ainda de outras bandas, onde explora sonoridades mais regionais no melhor estilo raiz, sem se desvincular de outras tendências musicais (Grupo Tocaia). É coordenador do Núcleo de Cultura – NEC, instituição ligada à UFCG com relevantes serviços prestados no campo do resgate da cultura e valores populares nordestinos. Participou ainda do Grupo Terra de Teatro um dos mais atuantes no universo da arte cênica paraibana. Compõe ainda a banda de apoio ao CUCA – Coral Universitário de Cajazeiras. Suas influências musicais vão desde Pink Floyd a Jackson do Pandeiro. Utiliza um contrabaixo Ibanez com captação ativa acoplado a um equalizador Oliver (ele nunca decora a referência) que vive desligado. É que Naldinho morre de preguiça de configurá-lo...


Paccelli Gurgel. Norte-Riograndense, nasceu na cidade de Mossoró, em 1º de janeiro de 1964. Capricorniano até o tutano, se define como um grandessíssimo chato de galochas. Odeia hermetismos conclusivos do tipo “eu só gosto de...”. Acredita que existem somente dois tipos de música: a boa e a ruim. A partir daí ouve de tudo e tenta tocar de tudo. Para ele o mundo é uma aldeia pequena onde as sonoridades se misturam nas esquinas. Não esconde sua simpatia pela Word Music. Estudou flauta, trumpete, contrabaixo, violão e finalmente, volúvel como ele só, parou na guitarra elétrica. Já tocou em roda de samba, bandas regionais ao estilo Quinteto Violado, em clubes bossa nova, até que finalmente abraçou o rock’n’roll. Acredita ardentemente que o rock, o jazz e a música erudita são os únicos nichos sonoros de universalidade incontestável. É professor universitário lecionando no curso de História do Centro de Formação de Professores, campus da Universidade Federal de Campina Grande em Cajazeiras. Pós-Graduado em Arqueologia Pré-Histórica é também tarado por literatura, gastando maior parte das horas do dia debruçado sobre um livro... Nestes momentos é bom chegar perto de mansinho: ele morde. Foi colunista (dizem que vai voltar) no semanário Gazeta do Alto Piranhas e maníaco por computadores. Suas guitarras, ambas Tagimas: uma T-Zero e uma Stratocaster T-637 (a menina dos seus olhos e ouvidos), acopladas a um set composto por um pedal de expressão Roland EV-5, pedaleira Boss ME – 8 com um S3 Fortes (clone GT 2) acoplado no loop. De teimoso pôs um equalizador Oliver GE - 70 no fim do set que utiliza como booster. Usa um amplificador Meteoro RX 100 no fim da linha.

João Neto. Caçula e ainda por estrear junto aos "dinossauros". O João pintava nos ensaios da banda e ficava por ali, só "cubando" o baterista da vez. Quando a turma dava uma pausa nos trabalhos, o "abelhudo" corria pra batera e mandava ver os pauzinhos nos tambores. Em um dia mágico, por ocasião da formação do Arlequim Rock'n'Roll Band, o João senta-se à bateria, desta vez como titular da nova banda. O Gilberto e o Paccelli, vendo o talento do moço já o escalaram pra assumir a bateria do Apocalipse. O rapaz estudou canto no Coral Universitário de Cajazeiras fazendo parte do mesmo na qualidade de tenor. Estuda ainda violão e - como já foi dito - é um dos "Arlequins". Como o mundo dá voltas e voltas....
página pessoal: www.flogao.com.br/joaonetobatera

Letras

















Título do CD: "A Trágica Lógica do Absurdo"

Gravado, mixado e masterizado em 2003 nos estúdios
Peixe-Boi (João Pessoa-PB)
Produção: Conspiração Apocalipse
Capa e Ilustrações: Gilberto Álvares
edição de arte visual: JG Design

Letras:


A Trágica Lógica do Absurdo

(Gilberto Álvares)

Eu estou naquela silhueta curvada sobre o lixo
Vivendo no oscilante divisor entre a loucura e a razão
Colecionando mágoas, atirando farpas ao vento
O desafeto, o feto escoiceando a barriga da mãe

A mente suicida que enxerga no fim
Apenas o desfecho de um drama vulgar
Pois a vida é a história do morte
Contada do início
Num vídeo tape chato com requintes de horror
Onde todo mundo é vilão e morre no final

O Som que é ruído para os seus ouvidos
Tudo o que você pensou e mais
Eu sou
Eu sou rock'n'roll, eu sou rock'n'roll
Eu sou rock'n'roll, Eu sou rock'n'roll

Eu sou o riso de escárnio, baby
A lágrima de ódio sufocada na dor
O Judas traído, o traidor do seu credo
O verme que remexe e incomoda e podridão de vocês

A puta apaixonada por aquilo que faz
Tudo o que você pensou e mais
Eu sou
Eu sou rock'n'roll, eu sou rock'n'roll
Eu sou rock'n'roll, Eu sou rock'n'roll

A trágica lógica do absurdo eu sou

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Chacais
dedicada aos cretinos da Inquisição e suas fogueiras

(Gilberto Álvares)

Puristas impuros
Chacais de plantão
Sujos.... Aqui pra vocês

Durante séculos por trás dos capuzes
Em nome Dele vocês blasfemaram
Agiram como vendilhões do templo
Vocês mataram e até perdoaram

Me faz mal ... Tanta estupidez
Mês faz mal...Tanta mesquinhez
Me faz mal .... O cheiro de vocês
Chacais de plantão ... êia...êia...êia

Quem são vocês para atirarem pedras
O que os leva a se acharem limpos
Saboreando vitórias macabras
Na escuridão dos seus baixos instintos

Me faz mal ... Tanta estupidez
Mês faz mal...Tanta mesquinhez
Chacais.... Eu odeio vocês
Vermes de plantão ... êia...êia...êia

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Escória dos Deuses

(Gilberto Álvares)


Nesse maluco picadeiro circense
Somos os palhaços
Chorando e rindo dos nossos narizes
Disfarçando a dor

As nossas máscaras
São parte de um jogo
De papéis sutis
Maquiavélica farsa real
Rolo compressor

Somos fantoches
Estúpidos boçais
"To be or not to be, it's the question"
E o drama dos mortais

Ninguém é o que pensa ser
Ninguém é livre pra pensar
Ninguém é livre pra agir

Somos esbirros das funções
Meros cativos das paixões
Escória dos deuses, bundões
Imbecis, marionetes das ilusões
Escravos de clichês
Escravos de clichês
Escravos de clichês

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Espinhos Rosas

(Gilberto Álvares)


Eu quero é mais que o mundo se dane
Ninguém se engane a vida é assim
Tudo gira além dos nossos desejos
Num carrossel sem princípio nem fim
A solidão é privilégio dos deuses
Fique juntinho de mim

A existência é uma prova de fogo
E nesse jogo é necessário sorrir
Caminhar entre anjos e demônios
Viver o sonho sem pensar no porvir
Vivenciar o grande enigma que somos
Sem tentar definir

A vida é o fruto que a gente imagina
Acre, as vezes doce, mas sempre fascina
Eu sei como ferem os espinhos mas as rosas são belas
Nunca negue sua janela ao brilho do sol
Cada amanhecer nos acena com promesas do novo
Tudo está em tudo e contudo o caminho é um só

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(deu no jornal: meninos de rua são expulsos de um
esgoto subterrâneo onde se abrigavam do frio.)

Filhos do Caos

(Gilberto Álvares)

Na guerra da vida somos mercenários
Farrapos sem soldo e sem pão
Vermes suplicantes aos rés do chão
A lama que se fez do pó

Guerreiros do nada em vãos desafios
Dias a fio de dor
Somos a vida ferida de morte
A Legião dos miseráveis
FILHOS DO CAOS

Restos dos bacanais
Migalhas sobras dos animais
É o nosso rango no lixão
Esgotos são nossos leitos
Somos dejetos eleitos
A merda viva da nação
ÊH... FILHOS DO CAOS

Cristos vis, indigentes
Olho por olho, dente por dente
É nossa lei, é nossa luz
O ódio de cada dia
É o nosso ópio, é o nosso guia
É nossa espada, é nossa cruz
ÊH... FILHOS DOS CAOS

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Bye Mister Flying
(dedicada a um grande amigo,
ex-membro da banda...

Um maluco beleza da vida,

morto prematuramente... Kiko)
(Gilberto Álvares)

Um saltimbanco um Zé Ninguém
Um alquimista, um louco zen
Uma história de dor
De páginas marginais
Cortantes como punhais
Abrindo as veias dos mortais



Singrando mares de ilusões
Voando em nuvens de mil tons
Surfe ao pôr-do-sol
Um "quê" de pierrot
Sorvendo na avenida
O carnaval da vida
Sem pudor

A sua alma de ave vadia
Tantos vezes voou
Num indo e vindo
buscando o vazio
Você se ligou

Agora chega de loucas viagens
Você quer parar
Ao seu redor através da neblina
Ainda tenta enxergar
Choras, criança, diante do espelho
Mas teu olhar te trai
Pois é preciso fugir de ti mesmo
Uma nova aventura te atrai
N'algum lugar onde a dor não exista
Onde terás a paz
Que sempre buscou

E você vai...
Bye Mister Flying
Bye Mister Flying


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Modus Vivendi

(Gilberto Álvares/Kleber)

Você nunca vai sacar
Porque eu sou sempre assim
Baby, não interessa é que eu já estou de saída
Minha trilha é comprida e leva a lugar nenhum
Não estou fugindo da raia
Apenas curtindo a vida

Sou a própria rebeldia
O grito primal
Ser racional é ser piegas
Na Espiral de sujeiras
Rio de todas as máscaras
Modeladas no lodo
No lamaçal dos padrões
Deste montão de besteiras

O meu modus vivendi
É fruto da inquietude
Na verdade eu sou o efeito
Colateral da receita

Sou todo adrenalina
Sou puro rock'n'roll

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O Meu Lugar ao Sol

(Gilberto Álvares)

Eu não quero o teu carro
Eu não quero a tua grana
Eu quero o meu
O meu lugar ao sol

Não vim aqui
Pra ser só figurante do enredo
Há muito perdi o medo
De poder dizer "não"

É que eu não quero um Deus
Só pra me julgar
Quero algo real
Como os demônios daqui

Eu não quero viver
Entre o perdão e o pecado
Tão-pouco ser vitimado
Por qualquer proteção

Eu renego a paz
Da inércia conformista
Me tirem da lista da Ressurreição
Eu quero algo mais
Que esperar em vão
Eu o quero o meu na mão...aqui

O que é a pátria
O que é democracia
O que é liberdade
Pra pança vazia

Eu quero algo mais
Que esperar em vão
Eu quero o meu na mão

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Saga Insana

(Gilberto Álvares)

O ar saturado de fumaça e pó
Nuvens de fuligem vê-se a olho nu
O mar já não guarda farta vida e mistérios
Sob as negras manchas que lhe roubam o azul
Espécies extintas outras que agonizam
Natureza morta sob a visão torta da ganância vil

A fome impera em todo recanto
O fascínio bélico em qualquer nação
Junte-se a isto o fato de termos
A sorte do mundo presa a um botão
E mais....

Arsenais atômicos, letais argumentos
Superando o verbo em nome da paz
Sinais evidentes de que a raça humana
Mórbida e insana, vive dias finais

O apocalipse paira sobre nós
Nenhum deus por perto estamos sós
Mesquinhos seres a cumprir o rito
O veredicto quem viver verá... verá



Não há mais tempo pra retroceder

a contagem regressiva já está no ar
Tiranos e servos, algozes e vitimas
No mesmo barco, no mesmo lugar



O apocalipse paira sobre nós
Nenhum deus por perto estamos sós
Mesquinhos seres a cumprir o rito
O veredicto quem viver verá... verá

_______#_______

(de coração, ao filho da puta do George Bush e a
malta de bandidos que pulula nos corredores da Casa Branca)

Yank Vision

(Gilberto Álvares/Kleber/Naldinho)

Bombas inteligentes, governantes senis
Militares covardes, matança de civis
Crianças soterradas, mutiladas exangues
Ao vivo e a cores, mais um banho de sangue
Via satélite, reality show em alto e bom som

Criamos doutrinas, gastamos milhões
Enxotamos mendigos dos nossos portões
Nos trancamos por dentro, nos borramos de medo
Duraremos bem mais, morreremos mais cedo
Gargalhamos explodindo foguetes de mil megatons

Ditamos as regras criamos conflitos
Temos coca-cola, somos mais bonitos
Somos super-heróis, nós somos o bem
A verdade é nossa e de mais ninguém
Nos somos os juizes do mundo, somos o Tio Sam


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Meu Mundo

(Gilberto Álvares)

Se me roubam as ilusões
Logo encontro um sonho a mais
Na minha mente paranóica eu pinto
Um mundo novo só pra mim

Mas e daí? Eu fujo da solidão
De quem reclamaria, eu morreria só
Louco que sou encontro mil razões
Pra me aporrinhar com tudo ao meu redor

Será que eu sou louco por chorar assim
As dores do mundo atraio todas, enfim
Será que em algum lugar alguém chora por mim?
Será...

Choro pelas utopias desfeitas
A dor invisível dos poetas
A solidão que a lucidez nos traz
O kharma fatal cumprindo metas
Na sorte selada dos mortais

Será que eu sou louco por chorar assim
As dores do mundo atraio todas, enfim
Será que em algum lugar alguém chora por mim?
Será...


_______#_______


Utopia

(Gilberto Álvares)

Que aflore em mim
Meu lado oculto, sem medo dos riscos
Sem receios

Que venham a mim
Os devaneios proibidos dos loucos varridos
Cuspidos em sons

Que eu não me cale
Perante o riso espúrio dos párias
Entediados

De olhos vidrados
Narcotizados pela ignorância imersos no ócio
Crucificados

Que eu não fraqueje
Me chamem herege mas prefiro crer
No amor

Pois até a dor
Bem pode ser a negação do fim, enquanto restar o sonho
O sonho...

Que do meu tédio
Brotem demônios
A me inspirar formas de tentações
Eu quero o grito, o acorde maldito
Fluindo denso em indigestas porções

Pois sou um cão
Eu sou um cão vadio
Ladrando insone, reclamando do frio

Eu sou assim
Eu sou assim...Êh

Porque ainda não me rendi
Porque ainda não me vendi
Porque ainda não abri mão
Do sonho... Do sonho

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Vem de Leve

(Gilberto Álvares)

Dos meus devaneios extraio canções
Rebentos sem nexo pra fugir da razão
Me deixo embalar no colo da ilusão
E a insanidade me vem como uma benção
Vem de leve, Baby
Vem de leve
Vem de leve, baby
E me leve

Vivo em viagens
Vívidos corpos
Atormentando o descaso
Do pouco caso que fazem de mim

Vivo paisagens, paradas vontades
Alienando o compasso
Do meu passo desconcertante

Vem de leve
Não precisa me acompanhar
Basta achar qualquer coisa no mar
Uma miragem, talvez um sonho
Recortado no ar

Vem de leve
Assim como a noite a me infernizar
Assim como você a me fantasiar
Sutil como a morte a me cortejar

Vem de leve, Baby
Vem de leve
Vem de leve, Baby
E me leve







Imagens







origens






primeiros festivais








Núcleo de Cultura da Universidade (UFCG)









Carnaval 2003










Carnaval 2003








Paccelli e Gilberto